quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
(2) o primeiro
Como se o mundo se
incendiasse
nós
agarrados não tínhamos presente
não desejávamos futuro
éramos apenas nós
no frio da noite
clandestina
sem luz, sem clarão
sem rumo
pés sobre línguas húmidas,
desejos,
entre a folhagem
da selva de cimento
nós
que desejámos ser homens
na razão e no corpo
beijávamo-nos,
incendiávamos o mundo.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
6.
As luzes dos foguetes
extinguem-se
no teu rosto e eu
tenho que te ver só mais um dia
para dizer que valeu a pena
o sacrifício
o maço de tabaco.
Tenho que ser teu para
que nada me possa matar.
As luzes da cidade vão
afogar-se ao teu rosto e eu
tenho que fazer-me teu
só mais uma noite.
A noite
que sangra em mim,
por ti,
porque um dia
já não serás meu.
2009 (?)
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